Depoimentos
Divulgamos nas redes sociais um formulário montado a partir da ferramenta Google Forms, com perguntas relacionadas às lembranças individuais dos ex-alunos de ensino fundamental que participaram do projeto Amigos do Zippy. As respostas que aqui constam, foram registradas voluntariamente e autorizadas para exposição. Todos os depoimentos são de ex-alunos de escolas públicas em Sorocaba/SP, cidade onde o programa foi amplamente trabalhado.
“Lembro-me de ter uma espécie de livro/cartilha contando a história de Zippy e seus amigos. Lembro que o livro tinha diversidade étnica, e que trazia informações relevantes do ponto de vista socioambiental. Esse livro era abordado em sala de aula. Havia também uma pelúcia do Zippy, da qual nós cuidávamos como se fosse um bicho pau de verdade. O caderno de viagem do Zippy era um diário revezado entre os alunos. Toda semana alguém levava o Zippy pra casa e registrava o dia no caderno. Podíamos adicionar fotos, desenhos etc. Era um evento importante. Então, ao final do livro, e quando todos já tínhamos levado o Zippy pra casa, ele morria. Por fim, a turma enterrava o Zippy. […] O projeto trazia um senso de coletividade e responsabilidade, éramos todos responsáveis pelo Zippy. A família se envolvia. E no final ainda aprendíamos sobre a morte, o luto e as questões existenciais em torno disso.” – Débora Nunes M. Santos, 22 anos. Participou do projeto em Sorocaba/ SP.
“[…] Pelo o que me recordo, as histórias que líamos em conjunto na sala de aula tinham a ver com as emoções e amizades, mas não me recordo muitos detalhes. Lembro que gostava muito do projeto, mas na época não sabia do que se tratava realmente, não foi dada ênfase ao objetivo do projeto, mais parecia uma atividade da grade curricular normal durante as aulas. Não acredito que tenha sido de grande ajuda na promoção da educação e saúde emocional no meu ambiente escolar, mas hoje acredito que projetos como esse são totalmente necessários. ” – Ana Beatriz Maria de Lima, 22 anos. Participou do projeto em Sorocaba/SP, no ano de 2007 ou 2008.
“Eu gostava do formulário de humor. Achava interessante perguntar para uma criança como ela estava, visto que ninguém costuma fazer isso. Acho que era incentivado um lado sensível para a criança.” Giovana Leandra, 18 anos. Participou do projeto em Sorocaba/SP, no ano de 2013.
“Eu não guardo recordações exatas sobre as histórias e nome de cada personagem, mas lembro dos momentos reservados para a leitura em conjunto, de quando cada aluno levava para casa o “livro viajante” para registrar um pouquinho sobre a história pessoal e familiar. A partir desse livro, podíamos aproveitar para ler sobre os outros colegas. Existia uma ferramenta chamada “leque de soluções”, elaborada pelo projeto Amigos do Zippy, onde sugeria às crianças que tentassem analisar as consequências e possibilidades acerca dos desafios.Na época eu não tinha muita noção do significado geral, porém percebo como facilitou minha proximidade com a professora e conforto ao conversar com os colegas e participar das aulas. Meus pais haviam acabado de se divorciar, então o programa do Zippy pode me confortar nesse aspecto também.” Juliana Leandra, 22 anos. Participou do projeto em 2006.
“A dinâmica era bem divertida […] A boa ideia do projeto é integrar a criança em uma história e uma responsabilidade: cuidar pessoalmente do Zippy. Todos se engajam para no seu dia especial ter histórias especiais com o amigo Zippy. A proposta de ter empatia entre crianças facilita ainda mais a dinâmica da história e seu desenvolvimento. Para essa fase da vida onde a criança precisa de dinâmicas fáceis para começar a entender o mundo, o amigo Zippy é uma boa história a ser ouvida e vivenciada.” Gabriel Gerdulino, 23 anos. Participou do projeto em 2005.
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